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Instituto MID - Para a participação social das pessoas com deficiência Parte 15 - Page 15
Texto Recomendado do Mês (Junho)
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    O MDPD continuou com suas reuniões, mantinha-me informado mas, eu e Elza nos dedicamos mais ao CEDIPOD, Elza bem familiarizada já atendia e resolvia as questões por telefone e mantinha a correspondência em ordem, eu fazia a manutenção dos sites do CEDIPOD e INFOSERVE-DEF, respondia e-mails e preparava a editoração eletrônica do Boletim trimestral que continuamos editando.
    Para melhorar nossos conhecimento sobre entidades da sociedade civil, como somos chamados, Elza e Cíntia conseguiram uma bolsa e fizeram o GESC - Gestão para Organizações da Sociedade Civil, um curso de MBA com os ex-alunos do MBA da FEA/USP, promovido pela USP/MBA-EXES. Por tabela, aprendi muito com esse curso, cheguei a comparecer em algumas aulas.
    O Dia Nacional de Luta teve uma boa cobertura nesse ano, o pessoal da FCD foi procurado pela Folha de S. Paulo e conseguiu levar para a pauta o assunto transportes, e a reportagem foi no terminal Tietê, pela primeira vez na história do movimento me lembro de um editorial na Folha sobre o assunto, direitos dos deficientes. (Anexo 17)

    Mais um fim de ano, mais um churrasco de confraternização na casa do Gilberto, nova coordenação, “juras de colaboração”, mas nada de planejamento, nada de propostas, novamente voluntarismo a lá anos 80; depois de fazer um curso de gestão e participado de um planejamento estratégico, é pedir muito ver e não ficar triste com o que acontece com o MDPD. Mas, aprendi a compreender que a História “vem em ondas... como o mar”: umas sobem, outras descem, o tempo fará sua parte, vou fazendo a minha.
    Não entendo o conceito de terceiro setor como querem nos impor, ou seja, as organizações não-governamentais acabam assumindo tarefas de estado, mas entendo como parceria e principalmente co-gestão, com participação dos verdadeiros interessados no processo.
    O MDPD, em 99 fez algumas reuniões num espaço cedido no Ibirapuera, depois voltou para o S hopping Paulista, novamente improvisado por falta de opções.

    Na ECA prestei o concurso e entrei para o mestrado, cumpri mais dois créditos no primeiro semestre, incorporei os créditos feitos como aluno especial, consegui a orientadora e preparei a pesquisa no segundo semestre, terminando no ano seguinte.
    Muitas leituras sobre movimentos sociais, muita conversa, mas não sei ainda como devolver isso em ação para o MDPD.
    Percebe-se um momento de ebulição e retomada dos movimentos sociais, a FCD se mobiliza e assume o Dia Nacional de Luta em São Paulo, mais uma vez.

    Outro fim de ano, outro churrasco, nova coordenação, mas dessa vez protesto pela falta de ocasião para se realizar uma reunião de escolha de coordenadores, mas ficou assim mesmo.

    Estamos no ano 2.000 o MDPD, nesse momento, vive uma saudável crise, três coordenadores demitiram-se, só dois permanecem, mas quem comanda as ações é o Gilberto, que quase não tem tempo para nada, mas vai às reuniões da ABNT, entra em contato com o Ministério Público, apesar de dizer não acreditar nas ações do mesmo, e convoca as reuniões, que em princípio foram realizadas no Centro Educacional Esportivo Brig. Eduardo Gomes, próximo ao Metrô Carrão, e agora na OAB, bem no centro da cidade. Digo saudável crise pois acredito que vai haver uma transformação, algumas pessoas novas estão entrando e talvez haja espaço para ações mais planejadas e menos voluntarismo.

    Prepara-se mais um Dia Nacional de Luta, a FCD já está mobilizada para tentar entregar um documento ao governador com reivindicações sobre o atendimento no Metrô, e também encaminhar propostas aos candidatos a prefeito de todos os partidos.

    Continuamos com nossas reivindicações de cidadania; vinte anos ainda é pouco historicamente falando para um movimento desses, nossas propostas de participação plena em igualdade de condições são justas perante a sociedade, da forma como estão sendo encaminhadas.
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Notícias

Símbolos para deficiências na trajetória inclusiva

por Romeu Kazumi Sassaki

Artigo publicado na revista Reação, São Paulo, n. 66, jan./fev. 2009.

“Com sua diversidade, os signos, símbolos, logotipos e sinais representam a expressão de nossa época, que tudo permeia e marca, e são capazes de indicar o futuro, uma vez que mantêm e conservam o passado.” – Adrian Frutiger.

Como outros segmentos da população em geral, o das pessoas com deficiência tem se utilizado também de signos, emblemas, símbolos, logotipos, logomarcas e sinais a fim de comunicar - de maneira visual, sucinta e inequívoca - certas idéias para o público. A prática da transmissão de idéias através de imagens é tão antiga quanto a história da humanidade. Esta prática necessariamente
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RESILIÊNCIA

por Sandra Maia Farias Vasconcelos

Há mais de quarenta anos, a ciência tem-se interrogado sobre o fato de que certas pessoas têm a capacidade de superar as piores situações, enquanto outras ficam presas nas malhas da infelicidade e da angústia que se abateram sobre elas como numa rede engodada. Por que certos indivíduos são capazes de se levantar após um grande trauma e outros permanecem no chamado fundo do poço, incapazes de, mesmo sabendo não ter mais forças para cavar, subir tomando como apoio as paredes desse poço e continuar seu caminho?

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O ensino da filosofia e da sociologia: Contribuição para a inclusão escolar

por Guga Dorea

O Ministério da Educação e Cultura homologou a decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE) que obriga todas as escolas do ensino médio a implantarem em sua grade curricular, até agosto de 2007, as disciplinas de filosofia e de sociologia.

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