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Instituto MID - Para a participação social das pessoas com deficiência Texto Recomendado do Mês (Junho)
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Vida em Movimento
 
Infância

    “Quando eu nasci, um anjo torto, desses que vivem nas sombras, disse:” Vai Rui, quebre os ossos pela vida.
    E lá fui eu me quebrando.

    Nasci num entardecer do dia 4 de novembro, na primavera já quente do Rio de Janeiro de 1949, em plena Copacabana. Respirei aqueles ares por 40 dias apenas, o suficiente para preservar minhas raízes; mudamo-nos para o Guarujá, litoral do estado de São Paulo, onde moravam meus avós maternos. Minha primeira viagem de avião. No Guarujá, fui batizado duas vezes, uma às pressas num pronto socorro, fui desenganado, mas enganei a vida e sobrevivi, não sei o que houve e as fontes atuais (minha mãe) não sabem precisar o que foi, só sabem que houve um batismo fora do ritual.

    Desde os 20 dias de vida quebro ossos. Agora parei um pouco, até o fechamento desta dissertação, mas ainda posso quebrar mais algum.
    Primeiro foram os braços, minha mãe ao segurar-me deixou cair meu bracinho e minha clavícula se quebrou; meu irmão mais velho, brincando comigo, deixou meu bracinho bater na grade do berço, quebrou. Depois foram as pernas, custei para andar, arrastava-me pelo chão quando estava em casa; “logo” aos três anos dei meus primeiros passos, tentei descer, sentado, um degrau da escada e caí em cima da perna e pimba, uma perna quebrada; caí da cadeira ao descer, outra fratura. Pulando na cama com uma pilha de travesseiros caí... Mais uma, sentado na areia da praia fui me arrastando para a água, uma ondinha daquelas que derrubam os castelos, quebrou-me a perna. Sempre foi a esquerda.

    Depois de algumas fraturas, algumas cirurgias, alguns parafusos e placas de metal, um enxerto de osso tirado da perna de minha própria mãe... mamãe... mamãe, andei ! Com aparelhos ortopédicos nas duas pernas, isso já com 6 para 7 anos. Passei então, por um período razoavelmente estável, somente tive torções e distensões, algumas vezes fiquei engessado, mas logo estava andando.
    Tive uma infância quase normal; joguei bola, na medida do possível, soltei balão, joguei bolinha de gude e pião, andei de triciclo com rodas aro 14 e pedal com corrente, não me arrisquei a andar de bicicleta. Nesse período quebrei algumas vezes por acidente, quedas, ou esforços banais, como chutar uma pedra em vez da bola, pendurar na janela para ver lá fora e quebrar a clavícula.
 
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Símbolos para deficiências na trajetória inclusiva

por Romeu Kazumi Sassaki

Artigo publicado na revista Reação, São Paulo, n. 66, jan./fev. 2009.

“Com sua diversidade, os signos, símbolos, logotipos e sinais representam a expressão de nossa época, que tudo permeia e marca, e são capazes de indicar o futuro, uma vez que mantêm e conservam o passado.” – Adrian Frutiger.

Como outros segmentos da população em geral, o das pessoas com deficiência tem se utilizado também de signos, emblemas, símbolos, logotipos, logomarcas e sinais a fim de comunicar - de maneira visual, sucinta e inequívoca - certas idéias para o público. A prática da transmissão de idéias através de imagens é tão antiga quanto a história da humanidade. Esta prática necessariamente
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